
O Alto Oeste sentiu — e ainda sente — a ausência de Getúlio Rego.
O vácuo de representação política no Alto Oeste do Rio Grande do Norte tem nome, sobrenome e data: começou quando Getúlio Rego deixou a Assembleia Legislativa. Desde então, a região perdeu voz, perdeu articulação e, principalmente, perdeu resultados concretos.
Durante anos, Getúlio foi mais que um deputado. Foi ponte entre os municípios do Alto Oeste e o Governo do Estado, interlocutor permanente de prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. Sua atuação não se limitava ao discurso: se traduzia em emendas, obras, investimentos e presença política efetiva.
Com sua ausência, o que se viu foi um esvaziamento. O Alto Oeste passou a ser lembrado apenas em períodos eleitorais, enquanto decisões estratégicas continuaram concentradas na capital. Estradas estaduais deterioradas, hospitais regionais pressionados, falta de investimentos estruturantes e abandono de projetos históricos são sintomas claros de uma região sem quem a defenda com firmeza no parlamento estadual.
Não é coincidência que, sem Getúlio, o Alto Oeste tenha perdido espaço nas prioridades do Estado. Política se faz com articulação, experiência e capacidade de cobrança — atributos que não se improvisam. Quem não tem trânsito, não abre portas. Quem não tem histórico, não impõe respeito.
A região não perdeu apenas um mandato. Perdeu um defensor obstinado, alguém que conhecia cada município, cada estrada, cada demanda reprimida. Getúlio não falava pelo Alto Oeste — falava com o Alto Oeste, porque fazia parte dele.
Hoje, o sentimento entre prefeitos e lideranças é de orfandade política. Falta quem bata na mesa, quem cobre, quem não aceite migalhas como favor. Falta quem trate o Alto Oeste como prioridade, e não como detalhe geográfico.
Defender o retorno de Getúlio Rego à Assembleia não é saudosismo. É reconhecimento de um fato objetivo: o Alto Oeste perdeu muito sem ele. E continua perdendo enquanto não recuperar uma representação forte, respeitada e comprometida com a região.
O RN precisa entender que regiões só avançam quando têm quem as represente de verdade. O Alto Oeste já teve essa voz. E sabe o quanto ela faz falta.

