
A sucessão eleitoral de 2026 começa a desenhar um cenário preocupante para Pau dos Ferros. Com a confirmação de que Mariana, Nilton e Leonardo Rêgo não estarão na disputa, a cidade corre o risco de ficar, mais uma vez, sem representação direta em um pleito decisivo para o futuro político do Rio Grande do Norte.
Pau dos Ferros é um polo regional. Tem peso econômico, educacional e político no Alto Oeste potiguar. Ainda assim, ao longo dos últimos ciclos eleitorais, o município tem perdido espaço nas grandes decisões estaduais e federais, seja pela fragmentação de lideranças, seja pela ausência de articulação estratégica.
A saída de cena de nomes tradicionais escancara um vácuo político. E a política, como se sabe, não tolera vazio. Se Pau dos Ferros não apresentar um nome competitivo, outras cidades ocuparão o espaço, ampliando sua influência e capacidade de articulação junto ao Governo do Estado e às bancadas parlamentares.
O debate que precisa ser feito não é apenas sobre nomes, mas sobre projeto. Que tipo de representação Pau dos Ferros quer? Quem terá força política para defender investimentos, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico para toda a região do Alto Oeste?
O silêncio em torno dessa discussão preocupa. Eleições não se vencem de última hora, nem se constroem candidaturas sólidas sem planejamento. A ausência de debate público e de articulação política pode custar caro ao município nos próximos anos.
A pergunta, portanto, é inevitável: quem irá representar Pau dos Ferros em 2026?
Mais do que isso, a cidade está disposta a assumir o protagonismo que sua importância regional exige ou aceitará, passivamente, ficar à margem das grandes decisões?
O tempo político corre. E quem não se movimenta, fica para trás.

