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Allyson Bezerra amplia o jogo e muda o eixo da oposição no RN

Enquanto grande parte das atenções do meio político está concentrada no anúncio de Walter Alves e na reviravolta institucional que esse movimento provoca no Rio Grande do Norte, passou quase despercebido por muitos um movimento de peso estratégico protagonizado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

Na mesma semana em que recebeu o apoio do deputado estadual Kléber Rodrigues, Allyson conseguiu algo ainda mais relevante: atraiu para o seu projeto um partido histórico da política potiguar, o MDB. O gesto tem peso simbólico e prático. Filiado ao União Brasil e já respaldado por PP e PSD, o prefeito deixa para trás, de forma definitiva, a narrativa de que seria um candidato isolado, sem densidade partidária ou musculatura política para enfrentar os dois grandes palanques estaduais que se desenham para 2026.

A presença de figuras como João Maia e Walter Alves em seu entorno, é verdade, fornece munição aos adversários. Mas, numa análise fria de custo-benefício, o bônus supera com folga o ônus. O MDB não chega apenas como sigla: chega com capilaridade, tempo de televisão, estrutura e tradição — elementos decisivos numa disputa majoritária estadual.

O movimento ganha contornos ainda mais relevantes quando se observa o efeito colateral imediato. Ao atrair o MDB e o vice-governador para o seu campo — com chances reais de também seduzir o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira — Allyson alterou o equilíbrio de forças da oposição. Não por acaso, já nas primeiras horas desta manhã, circularam relatos consistentes sobre uma tentativa de ressuscitar a ideia de um palanque único oposicionista.

Com o fortalecimento evidente do prefeito de Mossoró e, simultaneamente, com Rogério Marinho dando sinais claros de que pode recuar da disputa, volta ao centro do debate a tese da unificação da oposição como caminho para uma vitória ainda no primeiro turno. Embora esse cenário siga sendo complexo e pouco provável, o simples fato de ele voltar à mesa revela o novo patamar alcançado por Allyson Bezerra.

Mais do que crescer numericamente, Allyson passou a ser visto, dentro e fora da oposição, como o nome natural para liderar qualquer tentativa de unidade. E, em política, quando essa percepção se consolida, o jogo já não é mais o mesmo.

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