
O mundo está completamente perturbado. O politicamente correto virou uma prisão mental.
O atacante Vitor Roque, do Palmeiras, postou uma sequência de fotos comemorando a vitória sobre o São Paulo. A última mostrava um tigre mordendo o pescoço de um veado. Pronto: caiu o céu.
A patrulha do mimimi apareceu em bando, gritando
“homofobia”. O clube soltou nota, o jogador apagou o post, pediram desculpas, e a internet virou tribunal.
Vamos combinar: é uma provocação de futebol, não um manifesto político. Mas hoje em dia não se pode mais brincar. Tudo ofende alguém. O humor, a ironia e até a rivalidade esportiva viraram crimes de opinião.
O mundo está ficando chato. Ninguém pode rir, ninguém pode provocar, ninguém pode errar. Vivemos cercados de gente com sensibilidade de cristal, pronta para se ofender por terceiros.
Vitor Roque não foi homofóbico. Foi apenas um jovem vibrando com uma vitória. Mas o Brasil da lacração prefere destruir do que entender.
Texto: Gustavo Negreiros

