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Unilateralismo do PT empurrou Mariana Almeida para aliança com Allyson Bezerra

A decisão da prefeita Mariana Almeida de se aproximar politicamente do grupo liderado por Allyson Bezerra tem como pano de fundo o desgaste provocado pela postura considerada unilateral do PT na ocupação de cargos e espaços do Governo do Estado em Pau dos Ferros.

Segundo lideranças locais, o partido da governadora Fátima Bezerra concentrou as indicações em nomes ligados diretamente à sigla, sem abrir diálogo com aliados que ajudaram a sustentar a base governista na região. A condução centralizada das decisões teria gerado insatisfação e o sentimento de falta de reconhecimento político.

O caso de Nilton Figueiredo é citado como exemplo dessa postura. Assim como a prefeita Mariana, ele também não teria sido ouvido em nenhuma indicação para cargos do governo estadual, o que reforça a percepção de que o PT optou por ocupar os espaços de forma isolada, sem construir consensos com outras lideranças.

A avaliação nos bastidores é de que faltou articulação política para manter a unidade do grupo. Ao priorizar apenas quadros partidários, o PT acabou abrindo fissuras em sua própria base, especialmente em cidades estratégicas do Alto Oeste.

Nesse cenário, a aproximação de Mariana com Allyson Bezerra passa a ser vista como um movimento pragmático, resultado direto da falta de diálogo e da ausência de espaço para lideranças que esperavam maior participação nas decisões do governo estadual.

Para analistas políticos da região, o episódio deixa uma lição clara: na política, alianças se sustentam com diálogo e reconhecimento. Quando isso não acontece, o rearranjo de forças se torna inevitável.

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